Tomada de Posição | Ligação Coimbra Viseu

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IP3 - 09-05-2018

A AESL – Associação Empresarial Serra da Lousã, a AEDP – Associação Empresarial de Poiares e o CEMC- Clube de Empresários de Miranda do Corvo, na representação e na defesa dos empresários da região da Serra da Lousã e no seguimento de notícias vindas a público sobre a decisão do Governo de requalificar o IP3, em detrimento da solução de um novo traçado mais a Sul defendida por diversas entidades públicas e privadas, reforçamos que esta não é a opção que melhor serve a Região.

 

Desde já, demonstramos o nosso total desagrado pela forma como a notícia foi comunicada, pela comunicação social, pois as Associações Empresariais em conjunto com diversas entidades públicas e privadas tem vindo a desenvolver contactos com o Governo na defesa de um novo traçado a sul que ligasse a A13 com IP3. Dado que foram encetados contactos com o Governo, pela defesa de uma solução a Sul do IP3, entendemos que antes de serem divulgadas notícias pela comunicação social, o Governo deveria no mínimo ouvir os nossos argumentos.

 

No presente momento em que a questão dos custos é também um fator importante na tomada de decisões a opção da ligação Sul é sem dúvida nenhuma a mais económica e a que reúne um consenso mais alargado intermunicipal, para além de solucionar os problemas agora fundamentais desta região interior.

 

Entendemos que a posição pública do Governo de requalificação do IP3, apesar de importante, não corresponde à expetativa e às necessidades da região.

 

A implantação de um traçado mais a Sul, será estruturante para a melhoria mais substantiva e alargada da mobilidade regional, da coesão territorial e do desenvolvimento integrado da região, permitindo a conclusão da ligação dos itinerários IC12 e IC6 à A13 – potenciando o seu uso e uma ligação mais rápida a Sul – e também uma alternativa à EN17, uma via que já não corresponde – a vários níveis – às necessidades dos utilizadores.

 

Reconhecemos a importância de requalificação do IP3, mas entendemos que realizar apenas essa intervenção não serve a região e por isso vamos continuar a reivindicar o que entendemos de legítimo e justo, para um território que é constantemente esquecido nas decisões estruturantes e estratégicas dos sucessivos Governos.

 

IP3 - 09-05-2018