Economia portuguesa regressa a valores de 2008 (uma década depois)

Economia portuguesa regressa a valores de 2008 (uma década depois)

imagem_conjuntura económica_Economia Portuguesa regressa a volores de 2008

Resultado do estudo sobre a economia regional e nacional que a AESL – Associação Empresarial Serra da Lousã tem vindo a desenvolver, conjugado com os dados disponibilizados pela CCP, apraz-nos divulgar dados atuais sobre a economia nacional com impacto direto na nossa região.
Pelos indicadores que a seguir se apresentam, consideramos que a economia nacional está “apetecível” para novos investimentos empresariais e a região da Serra da Lousã não é exceção, pois dispõe de um grande potencial, que pode e deve ser aproveitado pelos investidores nacionais e internacionais. Segundo Carlos Alves, presidente da AESL: “A região da Serra da Lousã, ainda é um “diamante que precisa de ser lapidado”, existindo um potencial enorme de crescimento, onde se destacam os setores do turismo, comércio e as novas tecnologias.
A economia nacional está a conseguir regressar à maioria dos indicadores registados no ano de 2008 (antes do início da crise financeira internacional), uma década depois.
Em 2017 a Economia Portuguesa registou um crescimento real de 1.1% face ao ano de 2016, apresentando 2.7% do PIB (Produto Interno Bruto), o máximo desde o ano 2000, após 1.6% registado no ano de 2016. No entanto, o PIB ainda se encontra abaixo dos valores registados nos anos de 2007 e 2008. O crescimento registado no ano de 2017 deve-se principalmente à procura interna, que registou um aumento de 2.9 pontos percentuais. Para o ano de 2018, o Banco de Portugal prevê um crescimento do PIB de 2.3% e 1.7% para 2019.
As exportações no ano de 2017 obtiveram um crescimento de 7.9% e as importações um crescimento ainda maior, tendo sido registado um crescimento de 8%, face ao ano de 2016. Já em janeiro de 2018 foi registado um aumento de 9.6% das exportações de bens e de 12.4% nas importações, o que nos indica que a economia portuguesa ainda se encontra dependente das importações face às exportações. É fundamental uma política focada no aumento do valor acrescentado no que é produzido em Portugal e investir em atividades com mais recursos naturais por forma a inverter esta tendência.
Relativamente aos dados do último trimestre de 2017 sobre setores de atividade, é possível verificar uma não homogeneidade. O setor da construção apresentou um ligeiro decréscimo e apresenta um VAB (Valor Acrescentado Bruto) de 5.7%, seguido do setor da agricultura, silvicultura e pescas com um crescimento do VAB de 5.3%, no entanto, este setor só começou a ter um crescimento a partir do 2º trimestre do ano 2017. Quanto ao setor da indústria apresentou um crescimento homólogo de 4.3%, seguidos dos setores energético e dos serviços, ambos apresentam um decréscimo de -2.2% e um abrandamento para 1.4% respetivamente. Dentro do ramo dos serviços, foi no comércio, reparação de veículos, alojamento e restauração que o crescimento do VAB foi mais sentido, com 3.5%, que resultou em grande parte pela forte dinâmica do turismo.
No final do ano de 2017 o número de desempregados diminui 19.2% e apresentou uma taxa de desemprego de 8.9%, sendo a evolução do mercado de trabalho em Portugal distinta nos vários setores de atividade. Já no presente ano de 2018 a taxa de desemprego continua a decrescer, tendo apresentado em janeiro de 2018 o valor de 7.9% e em março apresenta uma taxa de 7.4%. Os valores exibidos para o ano de 2018 situam-se abaixo dos 8%, o que já não se verificava há 14 anos.
Num quadro visivelmente positivo da economia portuguesa sentido em 2017, esta já se apresenta acima do seu potencial, sendo necessário reestruturar medidas e aumentar a produtividade por forma a que não haja um abrandamento da economia.