AESL Reforça Declarações do Presidente da CCP

AESL Reforça Declarações do Presidente da CCP

AESL e CCP

A AESL – Associação Empresarial Serra da Lousã no seguimento das declarações feitas pelo Presidente da CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, João Vieira Lopes, vem reforçar a necessidade em reestruturar os principais problemas das empresas, que se enquadram no âmbito da fiscalidade, energia, justiça e na importância da concertação social.

As empresas portuguesas ainda se encontram extremamente condicionadas por diversos fatores, nomeadamente ao nível da banca ao invés da injeção de capitais próprios, e na realidade a “banca também não está habituada a esta nova economia”.

Um dos outros fatores que condiciona fortemente as empresas é a carga fiscal que lhes é aplicada, 34,7% em 2017  – o maior valor registados nos últimos 22 anos – E de notar que em Portugal, o tempo destinado a cumprir as obrigações está acima da média da Europa e, neste sentido deve ser reestruturada, bem como o custo da energia, dos combustíveis e o problema de justiça, que na sua maioria não é adequado às necessidades da economia e coloca entraves ao desenvolvimento e investimento da economia.

Presidente da AESL, Carlos Alves, defende também a “valorização da concertação social como um elemento estruturante” e na captação de “consensos interessantes”, uma vez que possibilita um diálogo entre as entidades empresariais, sindicais e o Governo.

A importância da discussão dos assuntos prévios na concertação social permite “um ambiente em que se trabalha de uma forma mais equilibrada”, e, por esta via, já foram discutidos assuntos em torno da carga fiscal, como a redução das tributações autónomas, a limitação dos pagamentos especiais por conta (PEC), e a redução das múltiplas taxas aplicadas. No que diz respeito a área laboral, a concertação social, considera que se “o Governo for mexer na área laboral, em princípio, vai complicar a vida às empresas” e que ao contrário do que é defendido, os contratos a prazo deveriam ter menos restrições e é bastante importante manter o banco de horas individual, uma vez que este “acaba por ser feita, quer legal, quer de forma informal, portanto, é preferível a legislação enquadrá-la”.

No presente, um assunto muito falado e que é preocupante, é o aumento das tabelas salariais, dado que ainda existem dificuldades “em discutir outros aspetos de organização de trabalho, em função, nomeadamente da nova economia”.

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